Este é um survival horror, ainda em fase de acesso antecipado, num contexto urbano pós-apocalíptico repleto de bons pormenores que nos deixa a chorar por mais. Chegam agora as primeiras impressões WASD a este shooter online desenvolvido por produtores independentes.

Jogar Nether é, de facto, um enorme desafio. Não pela sua falta de qualidade mas sim porque, tal como em DayZ, os jogadores são livres de atacarem quem bem entenderem. A crueldade de um mundo pós-apocalíptico vem ao de cima em Nether, numa mistura de elementos PvP (Player versus Player) com elementos PvE (Player versus Environment) porque, para além dos jogadores, existem monstros, os “Nethers”, que deambulam pelas ruínas de uma, outrora, populosa cidade.

A dada altura, durante a minha primeira incursão no jogo, dei por mim a ser perseguido por um jogador que me queria matar quando eu já só tinha metade da totalidade da barra de vida. Pareciam favas contadas para ele mas, felizmente, quando olhei para trás também ele estava a ser perseguido por três monstros. O seu destino não foi outro senão a morte às mãos daquele grupo de demónios. Quanto a mim, consegui fugir dali para fora para viver novas aventuras em Nether com aquela personagem.

A verdade é que não podemos confiar em ninguém porque o mundo de Nether é mesmo cruel. Para além dos jogadores, temos de nos preocupar bastante com os monstros. Os quais, se possível, teremos sempre de evitar porque são mais rápidos, mais fortes e normalmente nunca andam sozinhos. Embora seja fácil derrotar um ou dois, o mesmo já não acontece com um grupo de três ou quatro. É por esta altura que somos obrigados a esgueirar-nos pelo cenário, tentando não ser apanhados por nenhuma surpresa. Afinal de contas, como já é hábito nos jogos de sobrevivência, a permadeath é uma realidade bem verídica. Se morremos, perdemos tudo e temos de começar do zero.

Os modelos 3D dos monstros estão muito bem conseguidos, de uma forma medonha e assustadora ao mesmo tempo. Contudo, o grande destaque que tenho de dar em Nether deve-se ao meu “eu” interior que encontra um estranho fascínio pela beleza de um universo onde a humanidade encontrou o seu fim e vive, no fio da navalha, numa batalha constante pela sua sobrevivência. Nether transparece esta beleza através das ruínas deste mundo urbano pós-apocalíptico e deixa-te explorá-la na primeira pessoa por entre a destruição dos últimos dias da humanidade através das capacidades do motor gráfico Unreal Engine 3.

Nunca nos sentimos seguros, e sobreviver nem sempre é fácil. No entanto, os jogadores têm hipóteses de melhorar as suas valências para ultrapassar as dificuldades através da criação de itens, ou da procura por comida ou até da descoberta de armas, que nos dão aquela vantagem para escapar com vida dos confrontos menos equilibrados. A isto juntam-se as mecânicas RPG que permitem irmos evoluindo conforme formos jogando, com pontos para gastar na melhoria das nossas capacidades como por exemplo: a velocidade com que corremos ou a habilidade para manusear certo tipo de armas.

Nether ainda se encontra em fase de acesso antecipado e podem esperar alguns bugs que, no entanto, não danificam drasticamente a experiência de jogo. Para breve está anunciado o sistema de tribos que iniciará em Nether uma verdadeira batalha pelo controlo do território. Este é um sandbox survival horror fps online com muito potencial para crescer e ao qual, com certeza, o WASD estará atento. Continuem a seguir-nos para mais novidades acerca deste e de outros jogos independentes.