No dia 24 de Abril deste ano abriram-se as portas ao acesso antecipado de Endless Legend, no Steam. Desenvolvido pelo estúdio indie Amplitude Studios, Endless Legend chega até nós não só como sequela de Dungeon of the Endless mas também como prequela de Endless Space. Nesta terceira entrada na série Endless, a Amplitute Studios volta ao género de estratégia por turnos 4X. Nós no WASD já por lá andámos e vamos partilhar convosco a nossa experiência. Chegou a hora da Antevisão a Endless Dungeon.

Muitos anos depois dos eventos ocorridos em Dungeon of the Endless, os descendentes dos prisioneiros que se despenharam em Auriga conseguiram alcançar a superfície do planeta e começaram a populá-la. Os eventos que trouxeram os seus antepassados a Auriga foram há muito esquecidos e, com o passar do tempo, as novas gerações dos habitantes deste planeta apercebem-se que as suas estações são extremamente longas e violentas. Auriga está a morrer, é o triste facto que justifica tal coisa. Com o conhecimento deste triste e inevitável destino, cabe-nos a nós, o jogador, escolher uma das 8 facções que habitam este planeta e garantir a sua sobrevivência durante o próximo milénio. Só que depressa vamos descobrir que não estamos sozinhos e que outros lutam pela sua sobrevivência. O que vamos descobrir e como vamos reagir face às situações com que nos vamos deparar? É com esta pergunta em mente que começa a nossa história como senhor da guerra em Endless Legend.

Apesar de estar ainda em Early Access, Endless Legend apresenta-se como um título artisticamente brilhante. A arte conceptual deste título é, no mínimo fantástica apesar de, já dentro de jogo, o grafismo não represente o máximo do que esta geração tem para oferecer. Mesmo assim, cumpre bem com os seus cenários vibrantes e coloridos, quase que a pedir que os exploremos e descubramos os seus segredos. E, diga-se, que são bastantes. Como é de esperar, a exploração é essencial para uma boa progressão do nosso império e dos heróis que comandam os nossos exércitos. Como tal esperam-nos cenários recheados de ruínas, cidades, artefatos e tecnologias antigas.

No que diz respeito à jogabilidade, esta é a que podemos esperar de um jogo deste género. Para nos ajudar a desenvolver o nosso império, a Amplitude Studios concebeu um fantástico Interface. Tudo está lá mas, infelizmente esse “tudo” é muita coisa e como não existe (esperemos que seja adicionado mais tarde) um Tutorial, vêmo-nos forçados a passar mais tempo a estudá-lo do que propriamente a jogar, pelo menos nas primeiras horas, clicando aqui e ali, analisando o que acontece sempre que o fazemos. Com a simples ausência desta componente a, já longa, curva de aprendizagem cresce e a jogabilidade de Endless Legend mostra-se mais virada para os jogadores veteranos do género.

No entanto assim que começarem a utrapassar esse factor, vão começar a dominar os recursos que vão obtendo e a forma como os vão gastando. Podem gastá-los em componentes para a vossa cidade que vão ajudar a gerir esses mesmos recursos e podem também fazer investigações que vos ajudarão a passar para uma era mais avançada, ao estilo Civilization. Em seguida, vão começar a gerir os vossos exércitos. Esta tarefa requer paciência, pois os turnos que as nossas unidades precisam podem ser vários, mas podem gastar mais um pouco de recursos para que o tempo de produção seja reduzido.

Algo que também teremos de manusear com cuidado, são as peças de equipamento que equipamos nos nossos soldados. Tanto as armas como as peças de armadura podem aumentar ou diminuir alguns dos seus atributos, daí que é preciso muito cuidado pois não queremos que o nosso exército fique muito desfalcado devido a um simples erro de cálculo. Existem também acessórios que garantem efeitos especiais e oferecem alguns bónus a quem os equipa. No entanto, obter estas peças de equipamento não será fácil. Muitos delas são raras e encontradas em Quests, ou então podem simplesmente custar vários recursos para que sejam obtidas.

Por fim, temos o sistema de combate. Quando entramos em combate com os nossos inimigos, temos sempre primeiro de distribuir as nossas unidades pelo campo de batalha, como se de um tabuleiro de xadrez de tratasse. Quando acharmos que tudo está em posição, podemos dar então início ao combate. Tenham calma e analisem bem a distribuição do vosso exército, não vão querer colocar unidades menos resistentes num frente-a-frente com outras mais fortes, capazes de as destruir com apenas um ataque. Ao ganharmos a batalha, caso esta seja numa cidade, podemos escolher o que fazer com ela, se a destruímos simplesmente ou se fazemos negócio com o seu povo, ganhando assim novos aliados e novas unidades de combate.

Veredicto do que sabemos até agora

Podia ficar horas a falar de Endless Dungeon, mas não quero correr o risco de me tornar desnecessariamente cansativo. Este é um título, que apesar de ser Indie, consegue entrar em valente competição com grandes nomes do género. Com um nível de grafismo muito sui generis e uma arte conceptual fantástica, este é sem dúvida um título que devem experimentar se forem fãs de jogos de estratégia. Peca no entanto pela falta de tutorial, daí que talvez não seja boa ideia fazer deste o vosso primeiro jogo do género. O acesso antecipado já está disponível no Steam e divide-se em dois pacotes, o Classic Pack e o Founders Pack e custam 24,49€ e 29,99€ respectivamente. Nós, mal podemos esperar para ver a versão final deste título que, para já, parece bastante promissor.