Mais infoProdutora: Nintendo / GezzoEditora: NintendoLançamento: 12/11/2018Plataformas: Género:

Há 17 anos, Luigi’s Mansion foi um dos títulos de lançamento da Gamecube. Era um jogo da família Mario mas não saltávamos na pele do famoso canalizador, nem derrotávamos os inimigos caindo-lhes em cima. Agora, está de volta para a portátil da Nintendo.

Ao recuarmos até o ano 2001, lembramo-nos que foi preciso coragem à Big-N para lançar um jogo onde não tínhamos a sua mascote como protagonista, nem as mecânicas que estávamos habituados. Como devem calcular, Luigi’s Mansion não teve uma recepção muito calorosa. Contudo, com o passar do tempo, foi angariando cada vez mais fãs. Com o sucesso do segundo título e com Luigi’s Mansion 3 a caminho da Switch, a Nintendo sentiu que era a altura ideal de revistar este jogo que iniciou estas aventuras do irmão incompreendido de Mario. Chega agora devidamente remasterizado para a Nintendo 3DS.

Deixando a sombra de seu irmão mais velho, o canalizador de jardineiras verdes começa sua aventura ao chegar a uma mansão que ganhou num concurso. Concurso, esse, que ele podia jurar não se ter inscrito. Qual não foi a sua surpresa ao descobrir que, não só a mansão apareceu recentemente, criada por fantasmas, como estes seres capturaram o seu irmão Mario. A única esperança para o futuro dos mais famosos irmãos dos videojogos está nas mãos de Luigi, que deve explorar a mansão equipado apenas de uma lanterna, um aspirador e um GameBoy ‘Horror’. Apesar do tema, é uma aventura divertida e que não procura, de todo, ser assustadora.

Para progredir no jogo, será necessário limpar os vários fantasmas de quatro áreas da mansão: a entrada, interior, o sótão e a cave, onde está o antagonista King Boo e Mario como prisioneiro. Cada uma das áreas tem o seu mini-bosses e o boss definitivo que dará a chave para avançar para a área seguinte. Parece simplista mas, na verdade, é necessário vasculhar todos os cantos para procurar lugares secretos que tenham chaves ou objectos necessários para avançar na história.

Para ajudar-nos na exploração temos o tal GameBoy Horror, um dispositivo especial que possui várias opções. Entre elas, está um mapa que indica a localização de Luigi, as salas onde já esteve e as que ainda estão bloqueadas. Apesar de ter exactamente a mesma funcionalidade da versão de 2001, agora está presente no ecrã inferior da 3DS o que o torna mais acessível do que consultá-lo através do menu. No entanto, apesar de ser a mais visível, esta não é a única novidade nesta versão.

Para esta remasterização foi adicionado o modo Ghost Revenge que nos permite enfrentarmos, quando quisermos, os bosses que derrotámos anteriormente. Só que, desta feita, terão de o fazer contra-relógio. O melhor é que também podem fazê-lo com um amigo em modo cooperativo, com um segundo jogador a controlar uma réplica exacta de Luigi. No entanto, ao contrário de alguns jogos desta consola, será necessário outra Nintendo 3DS e outra cópia do jogo.

Em termos de mecânicas de jogo, é tudo praticamente igual. Para caçar os fantasmas, contam com a ajuda da lanterna para os atordoar e, logo de seguida, tentar aspirá-los com o Poltergust 3000, qual caça-fantasmas, portanto. No total, são 50 tipos de fantasmas, cada um diferente do outro, com golpes e vidas diferentes, que irá levar Luigi a descobrir como derrotar cada um deles.

Os controlos são relativamente simples e directos. O analógico principal fica encarregue de movimentar Luigi e a sua lanterna acompanha o movimento. O botão R acciona o aspirador e o analógico secundário permite mexer a lanterna independentemente do movimento do protagonista. Os demais botões são instintivos. O botão B apanha a lanterna, Y mostra o mapa, X liga o GameBoy Horror para inspecção na primeira pessoa, Z mostra o inventário e L liga o aspirador no sentido contrário para arremessar água, gelo ou fogo. Por fim, o botão A é usado para inspeccionar e mover objectos, para além de chamar por Mario. Quanto menos energia o Luigi tem, maior é o seu desespero à procura de Mario.

Visualmente, apesar de não estar entre os melhores títulos que já tive oportunidade de ver na 3DS, Luigi’s Mansion, mesmo não estando a par da sua versão original, está muito bem representado. Os modelos em polígonos e todo o seu nível de detalhe no geral, mostram um bom compromisso com a falta de potencial técnico da portátil da Nintendo. E o efeito tridimensional da consola adiciona a tal profundidade ao ambiente, algo que beneficia a possível imersão do jogo.

A longevidade deste título foi um dos pontos mais criticados no lançamento original. Nesta nova vida, o facto de agora ser um título portátil, ajuda a mitigar parcialmente essa questão. Mesmo assim, a aventura pode ser terminada em pouco mais de cinco horas, com grande parte do jogo a levar-nos aos locais já visitados e sem grande incentivo para repetir a aventura. O que acaba por soar a pouco.

Veredicto

Certamente não deve ter sido fácil trazer um título de lançamento da consola de 128-bits para a Nintendo 3DS. No entanto, a produtora conseguiu manter o melhor de Luigi’s Mansion. Melhorou a acessibilidade com o mapa no segundo ecrã, por exemplo. Contuo, não conseguiu resolver o problema da longevidade. É um título facilmente recomendado de modo a conhecerem esta divertida aventura de Luigi e, quem sabe, prepararem-se para o terceiro título.

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.