Mais infoProdutora: Guerrilla GamesEditora: Sony Computer EntertainmentLançamento: 07/11/2017Plataformas: , Género:

Um dos melhores jogos deste ano acaba de receber uma expansão. Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds é bem mais que uma nova região para explorar ou mais um punhado de missões e inimigos para lidar. É excelente pretexto para voltar à companhia de Aloy.

A pequena ruiva que me perdoe porque, entretanto, já tinha encontrado outra “waifu”. Contudo, agora que voltei para a sua companhia, estou algo arrependido. Já passaram uns oito meses desde que terminei Horizon Zero Dawn, um jogo que, simplesmente, adorei. Por isso, quando agora o reinstalei novamente para adicionar este DLC, redescobri a fantástica aventura que é. A “minha” Aloy está a nível 48, tendo já terminado a história principal. Já agora, para que a nova quest deste DLC surja perto de Meridian, precisam de estar, pelo menos, a nível 30. Podia, desde logo, dirigir-me à personagem e despoletar o novo enredo. Mas, não! Perdi vastos minutos a recordar como este jogo é visualmente deslumbrante. Como é realmente vivo e desafiante a cada passo. Só queria que este DLC expandisse ainda mais esta fantástica aventura. Então, vamos lá para o “frio selvagem”…

Porque a história deste DLC é perfeitamente paralela ao enredo original, poderão acompanhá-la mesmo antes de terminar o enredo. Não terão quaisquer spoilers pelo meio, não se preocupem. Aliás, mesmo que terminem o enredo principal como eu fiz, são sempre remetidos para a fase imediatamente antes da derradeira missão. E é mesmo aí que, a maioria irá regressar ao jogo, nas imediações de Meridian. O que justifica a proximidade do NPC que vos vai dar uma nova missão. A tal missão em que precisam de visitar uma região chamada de Cut, onde a tribo dos Banuk sobrevive ao frio e… a outros perigos.

Aloy descobre que nesta região gelada, há uma ameaça em tudo semelhante à Corrupção do jogo base. Só que aqui, essa corrupção chama-se Daemon. Esta misteriosa ameaça vive num gigante vulcão e está a incitar as máquinas à violência. Aqui, ao invés de zonas corrompidas, há torres Daemon que desabilitam o escudo de Aloy e reparam máquinas danificadas. Pior, nesta região existem máquinas novas, muito mais perigosas, como o Scorcher que já conhecemos anteriormente. Entretanto, dado que os Banuk são a tribo original do misterioso Sylens, nada como tentar tentar descobrir um pouco do passado deste importante protagonista.

Como seria de esperar, o lançamento deste DLC não é nada inocente. O tal “frio” vem mesmo a tempo do Inverno… do Natal… e de uma nova edição (Horizon Zero Dawn: Complete Edition) que inclui o jogo original e este DLC, a ser lançada em Dezembro próximo. Embora reconheça que nunca é demais voltar a este jogo, é preciso que esta expansão nos dê algo realmente novo que apenas uma nova quest paralela. Dada a dimensão do jogo original, não me parecia haver muita margem para trazer algo novo. Podia ser uma sequela, ou mesmo de prequela numa área já conhecida ou modificada. Contudo, a produção decidiu que seria uma história paralela numa região adjacente. O que me dá a entender que esta área de jogo e este enredo podiam, muito bem, estar no jogo base. Enfim.

Para começar, temos, então, toda uma nova região coberta de neve, a tal região de Cut. Diria que é sensivelmente 1/4 do mapa original em termos de dimensão. Nada mau para um DLC. Notem, porém que esta região pode tornar-se muito maior se considerarem que possui muitas montanhas, cavernas e planaltos para explorar. Continuando com as novidades, Aloy tem agora uma nova secção na árvore de evolução e pode atingir o nível máximo de 60. Além disso, contem com novas armas e fatos, como não podia deixar de ser. Contudo, guardem os vossos metal shards, uma vez que há uma nova “moeda” para os comerciantes Banuk, que só aceitam Bluegleam, vulgarmente apanhado de máquinas Daemon.

Além de um novo enredo para descobrir quem ou o que é o Daemon e, já agora, destruir seja lá o que isso for, regressam as muitas missões paralelas e opcionais. Contem também com diversas novas personagens para interagir. Dos primeiros que irão encontrar, serão o comerciante Burgrend e Aratak, o chefe tribal dos Banuk. Logo nesses primeiros instantes, irão observar uma interessante evolução nestas personagens secundárias. Embora as do jogo original fossem já interessantes e detalhadas, tenho de admitir que estas eram um pouco estáticas. Neste DLC, parece que a Guerrilla Games disse aos seus animadores para não se pouparem nas animações e expressões faciais. O resultado é absolutamente fantástico, digo-vos. É impressionante a capacidade técnica desta equipa.

Contudo, para mim a principal estrela desta expansão é mesmo a região de Cut. Não falo apenas no facto de ser uma nova região para explorar, sempre interessante num jogo deste calibre. Como quase tudo está coberto de neve ou gelo, podem achar que há pouco para vos impressionar. Sim, aquela vegetação luxuriante está escondida debaixo do manto branco e muitos lagos são autênticos ringues de patinagem. Contudo, notem como a neve deixa pegadas dos transeuntes e como se deforma quando é mais profunda. Reparem nos lagos vulcânicos coloridos e nas escaparas a perder de vista. Notem os soberbos efeitos de luz e nas realistas partículas de neve ou de gelo pelo ar. As animações e efeitos visuais já eram soberbos, neste DLC estão irrepreensíveis.

Claro que Aloy não está nesta região só para transmitir glamour, qual heroína forasteira. Já falei como as máquinas estão incitadas pelo poder do Daemon e como há novas máquinas para enfrentar. Já falei do Scorcher, mas não está sozinho. Há uma máquina inspirada em ursos chamada de Snowclaw, que é capaz de ser a mais complicada de lidar desde o colossal Thunderjaw do jogo original. Apesar do jogo recomendar o nível 30 e de eu já ter atingido o nível 48, não encontrei nenhuma facilidade. Até mesmo as máquinas que já conheço foram mais complicadas de destruir. Cheguei a ficar rodeado de pequenos Watchers, pensando que seriam “favas contadas”. Uma recuperação de savegame depois, apercebi-me que devia ter mais cuidado. As máquinas não estão para brincadeiras.

 

Em termos de longevidade, além das já mencionadas missões principais e secundárias, temos também as tais torres Daemon para lidar, novos acampamentos e fogueiras de fast travel para descobrir, um novo e gigante Cauldron para desbloquear e alguns desafios para abordar. De facto, a região pode não ser muito vasta em território, mas há muitas coisas para fazer. Na maior parte do tempo estive a procurar evoluir Aloy o máximo que consegui para que não tivesse tantas surpresas desagradáveis. Sem ter muita pressa, diria que temos aqui umas vinte horas de jogo, o que é uma marca muito boa para uma expansão de jogo.

Resta-me falar do que estes nove meses trouxeram ao jogo desde o seu lançamento. Entre actualizações e melhorias técnicas, Horizon Zero Dawn continua a ser um dos melhores, senão “o melhor”, showcase de capacidades da PlayStation 4 Pro. Lamento que os meus problemas de proximidade da câmara não tenham sido propriamente sanados. Algo que me fui apercebendo ao longo do jogo, foi também a falta de orientação constante em cavernas ou áreas mais confinadas. Nesse aspecto está tudo praticamente igual. Felizmente, longe estão os infames savegames corrompidos que nos assolaram. Horizon Zero Dawn nunca foi perfeito e teve sempre pequenos pormenores menos positivos. Contudo, ao fim deste tempo, continua obrigatório, ainda por cima com este novo DLC.

Veredicto

 

Esta expansão vem melhorar ainda mais um jogo que já era fantástico. Horizon Zero Dawn: The Frozen Wilds mostra como este título exclusivo da PS4 e PS4 Pro foi (e é) um dos melhores deste ano, trazendo uma nova história e trazendo pequenos pormenores de qualidade adicional. Uma nova região, um novo enredo, novos inimigos e novos desafios, tudo isto com uma longevidade interessante. Regressar a este mundo fantástico da Guerrilla Games é sempre uma aventura deslumbrante. Convida-me sempre para voltar que eu vou, Aloy!

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