Mais infoProdutora: Telltale GamesEditora: Telltale GamesLançamento: 06/06/2017Plataformas: , , Género:

Custou mas foi. Depois de uma série de peripécias nos bastidores, a nossa análise em progresso de Guardians of the Galaxy: The Telltale Series continua com o seu segundo episódio intitulado “Under Pressure“. Que andou Star-Lord e companhia a fazer, entretanto?

Acompanhem a nossa análise ao primeiro episódio.

Era difícil continuar o ritmo imposto pelo episódio introdutório. Depois de uma frenética batalha na primeira metade em que o antagonista Tanos é derrotado mas Star-Lord, Rocket, Groot, Drax e Gamora tiveram pouco tempo para celebrar. Logo depois de reaverem um artefacto estranho, uma nova vilã surgiu e, com ela, um novo desafio para os heróis. Por isso, à boa maneira da Telltale Games, nada como um segundo episódio bem mais brando na acção e mais focado na dramatização das personagens. Algo bem vindo para os fãs dos filmes e banda-desenhada, nem tanto para quem procura uma boa aventura. Contudo, a Telltale sempre soube criar um bom ritmo entre acção e narrativa para nos manter interessados. Mesmo que este episódio não seja tão dinâmico, gostamos sempre de regressar a estes heróis improváveis da Marvel.

Agora que perceberam o real valor e potencial da Eternity Forge, os heróis precisam saber mais acerca deste artefacto com capacidade de erguer os mortos. É especialmente importante para Peter perceber o alcance do artefacto, uma vez que este lhe deu visões da sua mãe. Contudo, Gamora também precisa saber o paradeiro da sua mortífera irmã Nebula. Alternativamente, Rocket também tem um momento no seu passado para tentar resolver. Digo “alternativamente” porque o episódio pode ramificar-se para uma ou outra acção, dependendo da vossa escolha. Obviamente que as duas actividades terão repercussões únicas para uma ou para a outra personagem.

Já sabem que tomar partido de uma personagem dará oportunidade para alguma insatisfação de uma ou outra personagem. Se escolhermos ajudar Gamora a travar a sua irmã psicopata, Rocket ficará triste. Se fizermos o contrário, Gamora lança-nos um olhar fulminante. E o mesmo acontece com outros heróis e vilões, com o jogo a informar-nos que essa personagem irá lembrar-se da nossa decisão. Contudo, isto também convida a jogar os episódios novamente, sobretudo porque as histórias são tão díspares. Obviamente, só vamos ver resultados palpáveis das nossas preferências em episódios futuros.

Um dos pontos positivos neste episódio menos virado para a acção é o facto dos infames quick-time events serem bastante reduzidos ao mínimo indispensável. Já sabem como eu não gosto deste pressionar de botões no tempo certo. É a fórmula da Telltale no seu pleno, mas continuo a não encontrar uma forma de gostar deste tipo de interacção. Ao invés dessa muleta técnica, temos mais foco nos diálogos com as personagens e na interacção com os mapas, com alguma exploração. Esta opção pode tornar o episódio um pouco mais moroso com uma passada mais lenta.

Infelizmente, os problemas técnicos ainda assolam estes jogos da Telltale. Ao fim de tanto tempo a fabricar estas aventuras gráficas, seria de esperar que a produtora resolvesse os seus problemas crónicos. Já no primeiro episódio falei de quebras de performance e alguns “stutters” ocasionais. Ainda lá estão, mas notei que também existem algumas questões pontuais com as animações pontuais. Apesar de ter analisado o primeiro episódio no PC, este segundo capítulo foi testado na PlayStation 4. Duvido que a mudança de plataforma seja um factor. Em nenhuma das duas vejo algum desafio técnico para o hardware.

Conclusão do Segundo Episódio

Uma vez mais, terminamos este episódio com enorme vontade de jogar o próximo. Problemas técnicos recorrentes à parte, este é um episódio com uma passada bem mais lenta e mais focada na profundidade das personagens. Rocket e Gamora são os primeiros visados, com uma escolha difícil entre os dois para fazer. Com menos acção e pouco avanço no enredo principal, espero apenas que o ritmo recupere um pouco para que consigamos ter mais acção na terceira parte. Mas, fiquem lá com os quick-time events, ok produção?

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