Mais infoProdutora: Telltale GamesEditora: Telltale GamesPlataformas: , , Género:

Finalmente a aventura gráfica Guardians of the Galaxy: The Telltale Series recebeu o seu quinto e último episódio da primeira temporada. O título não podia ser melhor: “Don’t Stop Believin’”. De facto, nunca deixámos de acreditar nesta série. Valeu a pena?

Acompanhem a nossa análise ao primeiro, segundo, terceiro e quarto episódios.

Analisar esta série foi um processo complicado para mim. Foi oscilante, como aliás me parece que foram as últimas análises às recentes séries da TellTale Games que pude testar. Tenho imensa pena que a produção não só pareça estar num estado “atordoado” em termos criativos e técnicos, como esta série da Marvel, que goza de excelente fama no cinema, não tenha sido melhor aproveitada. Excesso de elementos, pouco foco no que mais importa e um argumento um tanto ou quanto confuso ditaram episódios de fraco interesse e uma último episódio que, como verão, só não deixa mais a desejar porque termina em grande. O quinto episódio pode ser a redenção de toda a série.

Conforme se recordarão, no final do quarto episódio, os principais Guardiões separaram-se devido a divergências. Como seria de esperar, porém, neste episódio voltam à mesma sala para uma espécie de reconciliação. O que, logo aqui, dá a entender que a escrita deste episódio (e de toda a série, aliás) parece estar completamente dispersa e sem a necessária consistência. Enfim. A ideia é que faltam dois Guardiões no lote e é preciso encontrá-los. Não seriam “os Guardiões da Galáxia” se Peter tivesse de andar sozinho pela Galáxia, afinal. Não é que eu não esperasse uma reconciliaçaõ. A questão é que há ainda mais inconsistências na narrativa que, a dada altura, se tornam gritantes.

Gamora parece uma adolescente que não sabe bem o que quer. O seu diálogo de reconciliação com Peter é, no mínimo, surreal, com um retrocesso de postura, sem qualquer justificação ou desculpas para as suas atitudes passadas. Até mesmo uma importante personagem que é dada como morta no final do último episódio surge quase como se nada se tivesse passado. Parece uma reviravolta barata daquelas telenovelas antigas de televisão. De facto, havia margem para uma história única e arrojada. Pensei que a Telltale tivesse coragem de mudar paradigmas e pedaços da história. Contudo, nestes momentos em particular, fiquei desapontado pela escrita superficial e pouco inspirada da produção.

Gostaria de pensar que as minhas decisões tiveram as repercussões que deram este específico desfecho. Não creio que assim fosse, porém. Na verdade, as minhas decisões parecem nem sequer reflectir-se na maioria dos desenlaces. E neste derradeiro episódio, parecem até algo irrelevantes. Felizmente, o assalto à nave de Hala e a posterior batalha final são realmente épicas e dão um bom final à série. É uma sequência de eventos bem orquestrada, sonora e visualmente capaz, em que a equipa, finalmente, une esforços para derrotar a oposição. Haja redenção, até mesmo dos próprios combates dos episódios anteriores. Nesse aspecto da acção, a série termina como o primeiro episódio começou.

Em termos de enredo, estamos falados. É uma história mediana, perfeitamente paralela aos demais enredos do lore de Guardians of The Galaxy e com algum entretenimento pelo meio. Tenho de mencionar que nesta quinta parte, os problemas técnicos que me queixei nos anteriores episódios pareceram mitigados. Notei que ainda existiam umas quantas quebras de performance, mas nada tão grave como anteriormente. Foram precisos cinco episódios para deixar de ter problemas. E nem vou mencionar que há outras séries da Telltalte que também padeceram do mesmo mal. Vamos lá, Telltale! O próximo é que é!

Veredicto e Conclusão da Primeira Temporada

Com uma história oscilante, com alguns elementos engenhosos, mas outros francamente pouco inspirados, a primeira temporada de Guardians of the Galaxy: The Telltale Series podia ter sido bem melhor.  O forte das histórias contadas pela Telltale é mesmo o enredo, os diálogos e as nossas decisões que modificam a experiência. Talvez a minha passagem pelo jogo fosse diferente com outras decisões. No entanto, as que decidi tomar não me pareceram assim tão profundas para justificar o argumento meio insípido, sobretudo neste episódio final. Talvez uma futura nova viagem a bordo da Milano redima esta primeira série. Guardians of the Galaxy merece isso e muito mais.

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