Mais infoProdutora: Criterion GamesEditora: Electronic ArtsLançamento: 16/03/2018Plataformas: , , , Género:

Esta é das poucas séries que pouco se alterou ao longo dos tempos. Com as suas características disputas a alta velocidade, os acidentes espectaculares e uma condução de arcada afinada até ao mínimo detalhe. A Electronis Arts lançou uma versão remasterizada de Burnout: Paradise, para que todos a possam apreciar uma vez mais.

Esta série começou como um humilde jogo de corridas lançado em 2001 para a PlayStation 2. Tinha apenas um modo onde os jogadores corriam em circuitos fechados com o objectivo de destruir os seus adversários ou empurrá-los para fora da pista. Desde esse primeiro título que a destruição de veículos se tornou o foco e foi essa a característica que ditou o seu sucesso. Agora, 10 anos mais tarde, temos a oportunidade de voltar conduzir pelas ruas de Paradise City. Como será que este título sobrevive ao teste to tempo? Essa é a pergunta que todos fazem, inclusive nós.

Este foi o primeiro jogo da série a contar com condução livre, chamada de Free Roaming. O jogador pode percorrer a enorme cidade logo nos primeiros minutos de jogo e escolher o evento pretendido enquanto conduz. Tudo isto sem necessitar de qualquer menu. Aceitamos missões através de um dos 120 semáforos espalhados pela cidade. É uma fórmula familiar e que já muitos outros jogos e séries adoptaram. Mas, não significa que seja algo datado ou ilógico, pelo contrário. Ao todo, temos quatro eventos possíveis para participar.

Em Race, temos uma corrida de ponto a ponto, onde o jogador é incentivado a destruir os seus adversários pelo caminho. Mas, a destruição assume uma maior dimensão em Road Rage, um modo bastante conhecido da série onde existe um número mínimo de adversários para destruir e dentro de um período de tempo definido. Em Marked Man, como o nome indica, somos perseguidos por diversos carros negros e o objectivo será sobreviver por chegar ao destino. Por fim, há o modo Stuntman, neste é necessário realizar todo o tipo de manobras perigosas e saltos para somar o maior número de pontos possível.

Existem também diversos objectivos secundários para atingir, como encontrar todos os atalhos do mapa, destruir painéis com o logótipo Burnout e fazer todos os saltos mais acrobáticos, chamados de super jumps. Como devem calcular, o sentido de liberdade deste título é enorme. Podem escolher qual o evento que irão participar a seguir, enquanto exploram as ruas da cidade e procuram todos os seus segredos. Uma coisa posso garantir-vos, Paradise City é uma cidade onde passarão bastante tempo.

Para ajudar nesta exploração existem, ao todo, 75 automóveis que vão ganhando em corridas ou a destruí-los em eventos especiais. Todos são entregues no ferro-velho, a nossa garagem no jogo. Mais uma vez, não há qualquer menu para trocar de carro, se assim desejarem, terão de percorrer a cidade até ao ferro-velho e trocar de veículo. Depois, como não poderia deixar de ser, acontecem os incríveis acidentes. Cada um dos impactos é como uma ocasião especial e espectacular. Quando há uma colisão, o jogo entra em câmara-lenta e activa perspectivas cinematográficas, enquanto vemos o nosso carro a deformar-se e as suas peças a voar para todos os lados.

Esta versão remasterizada traz consigo todos os DLCs que foram lançados na época para este jogo. Adicionam essencialmente novos tipos de carros, mas também possuem algumas melhorias no ambiente como é o caso do ciclo de noite e dia. O melhor deste conteúdo adicional é que todos os pacotes estão desbloqueados desde início. Apenas terão de desbloquear os carros principais que pertencem à campanha do jogo. De resto, o mundo inteiro está disponível, algo que os jogadores originais não podiam ter, dado o lançamento faseado dos DLCs e o facto destes serem pagos.

Um dos pacotes adicionais adiciona também a ilha Big Surf, ligando-a ao mapa principal através de uma enorme ponte na região da praia. Esta ilha traz mais missões secundárias e carros especiais, como a versão miniatura do DeLorean de Regresso ao Futuro, por exemplo. Esta ilha é ideal para quem gosta de saltos e manobras, já agora. Outro DLC que tenho de destacar é o que está dedicado às motas. São apenas quatro motorizadas, mas mudam completamente a nossa forma de jogar. São mais leves, mais ágeis e claro, mais rápidas. Como tal, foram adicionados novos eventos específicos para quem gosta de andar sobre as duas rodas.

Então o que mudou nesta versão, perguntam vocês? A resposta é: bastantes coisas e absolutamente nada. Visualmente, esta remasterização traz um enorme polimento ao jogo,  com texturas melhoradas, melhor iluminação e sombras, mais efeitos de fumo, entre outros efeitos visuais mais ou menos notórios. Mais importante, se estiverem a jogar numa Xbox One X ou PS4 Pro, o jogo tem a capacidade de ser reproduzido em resolução 4K que faz toda a diferença. Nesta resolução, notem, mantém-se sempre nos 60 FPS, o que garante um jogo sempre muito fluído, ajudando imenso para a grande sensação de velocidade.

Contudo, em termos de conteúdo, jogabilidade e oferta geral nada mudou. Não é que isso seja um grande problema, como já expliquei anteriormente. Contudo, esta série traz imensas saudades a quem por ela passou. Merecia mesmo uma sequela ou um simples novo título com o mesmo ADN. Assim como está, dá a entender que a EA simplesmente quis manter a franquia, lançando num novo produto reciclado. Gostamos de o revisitar com toda esta qualidade, mas também gostávamos de algo novo. Sempre a acelerar e a bater violentamente em câmara lenta no conforto do sofá.

Veredicto

Não se deixem enganar pela idade de Burnout Paradise. Está mais jovem que nunca. Só que esta remasterização assenta essencialmente nesse visual rejuvenescido. Dá-nos todos os DLCs já lançados para o jogo e isso até é o suficiente para o apreciarmos como um clássico reeditado. A jogabilidade envelheceu muito bem e, se ninguém vos disser, até vão pensar que estão a jogar algo foi lançado o ano passado. Esperemos que a Electronic Arts nos traga a merecida sequela num futuro breve.

Esta análise foi realizada com uma cópia de análise cedida pelo estúdio de produção e/ou representante nacional de relações públicas.